Medicamentos genéricos e similares são a mesma coisa? - Dicas, Aprenda Como fazer, Tutorial e Livros. |
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LINKS PATROCINADOS:DOCUMENTO:Não. Podemos dizer que existem basicamente três tipos de medicamentos: Os medicamentos de referência, os genéricos e os similares. Medicamento de referência É o medicamento “de marca”, inovador, e durante um período de tempo é o único que existe no mercado. Isso acontece porque quando um laboratório descobre um novo medicamento, ele solicita o registro de Proteção Patentária (Patente) junto ao órgão competente em seu país, que no caso do Brasil é o Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI. Durante o prazo de vigência da patente, apenas o laboratório detentor da patente poderá fabricar e comercializar aquele medicamento. A eficácia, segurança e qualidade do medicamento de referência foram comprovadas junto ao órgão federal competente. Exemplo de medicamento de referência: Aspirina, que possui como princípio ativo o ácido acetilsalicílico. Medicamento genérico É o medicamento que contém o mesmo princípio ativo, a mesma dosagem e forma farmacêutica, concentração e comportamento no organismo humano que os seus respectivos medicamentos de referência. Ele só pode ser produzido depois que acaba o período de proteção patentária ou quando o laboratório detentor da patente renuncia a proteção patentária. Os medicamentos genéricos não têm um nome comercial e são vendidos pelo nome de seu princípio ativo. Para você entender melhor: O princípio ativo da Aspirina® é o ácido acetilsalicílico. Os medicamentos genéricos são seguros? Sim, pois antes de serem aprovados eles passam por uma rigorosa bateria de testes em laboratórios habilitados pela ANVISA, e por este motivo eles possuem a mesma qualidade dos medicamentos de referência e produzirão no corpo humano os mesmos efeitos. É importante que você saiba que todo medicamento genérico que está no mercado passou pelos testes de bioequivalência. Esses testes servem para comprovar cientificamente que dois produtos (no caso, os medicamentos genéricos e os de referência) são idênticos em sua forma farmacêutica, possuindo exatamente a mesma composição, e que eles são absorvidos da mesma forma pelo organismo do paciente. Assim, podemos dizer que os medicamentos de referência e os medicamentos genéricos possuem a mesma eficácia clínica. Por que os genéricos são mais baratos? Os medicamentos genéricos são mais baratos porque são cópias de medicamentos já conhecidos, não sendo necessários investimentos para o desenvolvimento dos mesmos. Além disso, depois que uma patente “é quebrada”, todos os outros laboratórios podem produzir o medicamento genérico, desde que o seu produto passe pelos testes de bioequivalência. Assim, predomina a lei da oferta e da procura. Como vários laboratórios passam a produzir um mesmo produto, o preço de cada um deles tem que ser competitivo, senão a empresa não sobrevive no mercado. Uma dica valiosa: um mesmo “genérico” pode apresentar preços diferentes. É possível trocar um medicamento de referência por um genérico? Sim, desde que o médico não se oponha à substituição. A prescrição dos genéricos deverá ser feita pela denominação genérica do medicamento, que é o nome oficial do princípio ativo. Nos serviços de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) é obrigatória a prescrição pela denominação genérica e, nos serviços de saúde privados, cabe ao profissional responsável a decisão pelo nome genérico ou pelo nome de marca. Assim, sempre que você fizer uma consulta médica, converse com seu médico a respeito da prescrição de medicamentos genéricos. Caso o seu médico não tenha restrições em relação à troca do medicamento de referência pelo genérico, é bom que você saiba que, na farmácia, apenas o farmacêutico pode fazer essa substituição. O balconista das farmácias não está autorizado a realizar essa troca. Como identificar um medicamento genérico? É simples. A embalagem dos medicamentos genéricos sempre traz escrito: “Medicamento Genérico – Lei 9.787/99” e uma tarja amarela com a letra G de genérico. Fonte: http://www.procon.sp.gov.br/texto.asp?id=967 Uma informação importante: As farmácias e drogarias são obrigadas por lei a manter à disposição do consumidor e em local de fácil leitura a lista atualizada dos medicamentos genéricos aprovador pela ANVISA. O médico pode proibir a troca do medicamento de referência pelo genérico? Sim, sem dúvida, e neste caso ele deverá escrever esta observação na receita, de próprio punho, e de forma legível e clara. Medicamento similar São aqueles que utilizam o mesmo princípio ativo dos medicamentos de referência, apresentam a mesma concentração sem, no entanto, garantirem igual comportamento no organismo humano, por não terem passado pelos testes de bioequivalência que citamos anteriormente. Os medicamentos similares não podem ser comercializados com o nome do princípio ativo, e devem apresentar um nome fantasia. Essa exigência é justamente porque os medicamentos similares não possuem a mesma eficácia clínica (ou seja, não temos nenhuma garantia que eles agirão no corpo da mesma forma que os medicamentos de referência) que os medicamentos de referência. E por não serem bioequivalentes, mesmo sendo aprovados pelo Ministério da Saúde, os medicamentos similares não podem substituir os medicamentos de referência na receita médica. Qual a diferença entre os medicamentos genéricos e os similares? Os medicamentos genéricos são biologicamente idênticos ao produto de marca. Isso significa que eles possuem rigorosamente as mesmas características e efeitos no organismo humano que os medicamentos de referência, o que é comprovado pelos testes de bioequivalência. Os genéricos podem substituir o medicamento de referência ou de marca, por serem idênticos aos medicamentos de referência, inclusive em seus efeitos no corpo. Já os medicamentos similares, apesar de conterem o mesmo princípio ativo, a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência, não passaram pelas análises capazes de atestar que seus efeitos no corpo são exatamentes iguais aos dos medicamentos de referência. Assim, eles não podem substituir os medicamentos de referência na receita. Deu pra entender? Uma dica: quando for ao médico e ele for prescrever um medicamento, peça para ele, se possível, receitar o medicamento genérico em vez do medicamento de referência. Se o seu médico não tiver nenhuma restrição (por exemplo, em relação à confiabilidade do laboratório fabricante do genérico disponível), os genéricos são uma excelente opção para o consumidor, pois podem substituir o medicamento de marca tendo exatamente o mesmo efeito terapêutico! Converse com seu médico a respeito! Veja a lista completa dos medicamentos genéricos disponíveis: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/genericos/lista/display0110.pdf VEJA TAMBÉM:COMENTÁRIOS:Este documento não possui comentários. Prestigie quem o enviou e comente.Comentar:OPÇÕES
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