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Ser Humano e Sociedade / Família

Como Educar Seu Filho--(José L. Duarte)


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Valor: 10 crédito(s)
Enviado por: irineovz (87)
Publicado em: 10/10/05 17:10hs.

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COMO EDUCAR SEU FILHO


 

Imagine-se em um supermercado como seu filho. De repente a criança pega uma guloseima cheia de açúcar ou fica puxando sua perna implorando por ela. Você tenta acalmar a criança dizendo para ter calma, esperar um pouco que vai comprar. Isto tudo para ganhar tempo enquanto procura algo mais nutritivo. As crianças, geralmente não entendem o verbo esperar e são determinadas a conseguir o querem a qualquer preço. As súplicas da criança se transformam em choramingos, depois em choro, até que finalmente explode num berreiro de romper os tímpanos, gritando: "Mas que quero!"

Esse é um bom teste para avaliar pais na sociedade de consumo e como conseguem controlar a situação.

Os pais podem pensar: por que privar a criança desse prazer? É um bobagem barata, é apenas um doce! Ela vai ficar feliz e quieta. Acabam recompensando a criança por ter sido malcriada.

Só que esse tipo de situação não pára por aí. A criança descobre cedo uma maneira de convencer seus pais e quando o grito não resolve partem para o ataque final: rolam no chão.

Essa é uma cena típica e comum e os pais na maioria das vezes, se podem, satisfazem os desejos dos filhos para não ficarem constrangido ou para não passarem por vexames em público. Quando não podem comprar tentam convencer a criança com um "não e explicam o por que" e se não resolver apelam para a autoridade e alguns casos para a ignorância.

Abrir uma simples concessão parece uma solução tão prática, mas na verdade estamos criando um problema maior para o futuro. Uma pesquisa realizada entre 2 mil adultos mostrou que 1300 deles consideravam os adolescentes "mimados", "mal-educados", "rebeldes" e irresponsáveis". Mais da metade dos participantes da pesquisa estendiam a mesma conclusão para crianças na faixa entre 5 a 12 anos. Muitos sabiam onde estava a origem do problema.

O que está errado, afinal? Diz o psicólogo Laurence Steinberg: "os pais não participam da vida dos filhos como deveriam. Cultuam a permissividade ideológica, conceito segundo o qual é melhor ser amigo do filho do que ditador". Nessas últimas décadas a ética foi centrada na criança em frases "não podemos traumatizar nossos filhos". A criança se tornou o centro, a causa e fim da vida da família. Tudo por ela e para ela.

Precisamos rever nossos conceitos educacionais para criarmos filhos mais sadios intelectualmente, afetivamente e socialmente. Aqui vão algumas dicas:

1. Seja pais e não colegas

A criança precisa de um líder e não de um camarada. Quando não encontram esse líder em casa procuram fora dela. Aquelas repreensões típicas dos pais: - "Coma legumes" ou "Diga por favor e obrigado" ? estão cada vez mais raras.

Hoje é bastante comum pais se desabafarem seus problemas e temores com seus filhos ainda jovens como se fossem um amigo ou companheiro. Os problemas comuns e relacionados à família devem ser expostos a todos os membros que a compõem, mas não todos. O discernimento é necessário.

Os pais não devem esquecer que antes de serem amigos de seus filhos, são pais. Ser pai ou mãe significa estabelecer limites e impor regras.

2. Disciplina desde cedo

A tendência dos pais quando as crianças são pequenas, é de tomar a atitude mais fácil. Por exemplo, em vez de ensinar a criança a fazer a cama, mesmo malfeita e demorada, enfrentando a má-vontade e os "não quero", preferem fazer. Pensam que cobrar as pequenas tarefas da casa quando forem maiores será mais fácil convencê-los. Ledo engano.

O "não" tem que ser "NÃO" e não "talvez", "daqui a pouco", ... Os pais quando estão estressados, cansados ou resolvem de uma hora para hora serem mais durões: "faça porque eu estou mandando". O resultado dessa inversão é uma criança ressentida e confusa.

É necessário manter a autoridade coerente. Explicar é bom, negociar é problemático. Os pais chamais deveriam fazer ou ceder a chantagens: "se você me der um sorvete eu guardo os brinquedos". Isso dá o controle da situação à criança, e não aos pais.

3. Perca tempo com seu filho

Esta geração está sem pais. Não há dúvidas que amam seus filhos, mas estão sempre ocupados com trabalho e outras atividades. Qual o tempo que resta para os filhos?

Especialistas dizem que as crianças que passam mais tempo com os pais se ajustam melhor.

É preciso saber perder tempo com os filhos. Isto é uma arte.

4. Controle as diversões eletrônicas

Alguns pais ficam chocados com a linguagem sobre sexo exibidos pelos filhos pequenos. Se perguntam: "onde estão aprendendo essas coisas?"

O problema é que o espaço que outrora era da família, da escola e da religião está sendo tomado pela, em primeiro lugar pela televisão, pela cultura popular, pelos jogos eletrônicos e agora pelo computador.

A televisão exibe programas sem nenhum critério moral ou educacional, já que censura é coisa da ditadura e não de regime democrático. Talvez a origem disto tudo esteja nos adultos que não têm mais noção dos valores morais e religiosos; transmitem o que eles gostam e não o que é bom (moralmente e educacionalmente) para o público.

Outros pais optam pelos jogos eletrônicos. Contudo a maioria deles são jogos de ação, como dizem, onde a violência, o salve-se quem puder, o vale tudo para vencer, o levar vantagem, o vencer é presença do início ao fim.

O que fazer? A Associação Médica Americana adverte que as crianças não devem assistir mais de duas horas de TV por dia.

Procure estar com seu filho, brincar com ele com jogos que o enriqueçam intelectualmente, culturalmente e moralmente.

5. Saiba o que seu filho anda fazendo

Programe as atividades de seu filho para que não fique perambulando pela rua procurando provar que é valente para seus "colegas", ou fique navegando na Internet procurando imagens de sexo explícito. As crianças e adolescentes "largadas" têm maior probabilidade de se envolver com fumo, drogas, bebidas alcoólicas e sexo do que as supervisionadas.

Não se trata de fiscalizar o tempo todo. Isto é aprisioná-las. Mas de saber o que fazem do próprio tempo.

Dê-lhes responsabilidades e algumas atividades; crie laços de cumplicidade mútua, de sinceridade, transparência e honestidade.

6. Não supervalorize a questão da "auto-estima"

- "Meu filho você é o melhor, o mais inteligente, o bom de bola.

Muitos pais procuram convencer e fortalecer a auto-estima dos filhos como resposta a todos os problemas infantis.

Os especialistas dizem que devemos ser verdadeiros para com nossos filhos, isto é elogiar os feitos corretos, mas não diminuir quando não foram tão bons. Não se deve diante de um desenho do filho elogiar ao ponto de "você é maior que Picaço, ou Di Cavalcante" mas também não dizer "isto está uma porcaria". É preciso ter a sensibilidade e acompanhar a evolução da criança.

Se você proteger demais, as crianças terão dificuldades em superar os próprios problemas.

7. Continuem casados

A criança que vive em uma família (pai, mãe e filhos) tem mais chance de crescer ajustada socialmente e equilibrada psicologicamente.

Ser pai e mãe é uma vocação, em primeiro lugar de renúncia ao "ego" (eu) em prol do "nós". Por isso, diante de qualquer crise os pais devem procurar com calma, benevolência e perdão resolver em benefício de todos e não apenas pensar em cada um.

O que será que se passa no inconsciente de uma criança cujos pais se separaram?

8. Seja amigo

Os filhos quando em crise ou tristes procuram alguém para desabafarem ou falarem de seus anseios e desastres escolares ou amorosos. Nestes momentos é importante que os pais sejam sensíveis e como amigos se coloquem ao lado deles dando apoio e ao mesmo tempo animando-os. Mostrando que não é o fim do mundo.

Importante também é participar da alegria dos filhos, festejar, pular, brincar com eles.

9. Saiba ouvir seu filho

Antes de emitir qualquer opinião ou censura, saiba ouvir seu filho. Lembre-se da parábola do filho pródigo.

Como diz a máxima popular: errar é humano, perdoar é divino. Isto não significa que devemos aceitar todas as decisões e besteiras realizadas pelos filhos, mas também não podemos crucificá-los sumariamente. Temos de ouví-los, compreendê-los e com amor censurá-los e aconselhá-los.

Algumas palmadas paternas ou maternas, mesmo que morais, não fazem mal, educam.

* * * * * * * * * * * * *

José L. Duarte

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COMENTÁRIOS:

davistanesco MUITO OBRIGADO!     12/10/2008 19:45hs.
Estava perdido sobre como educar meus filhos, tenho um casal de filhos adolescentes e uma filha de quatro anos e este texto realmente me mostrou um caminho! Obrigado de todo coração!

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Autor:   Anônimo (Efetue login para comentar identificado)
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